quarta-feira, 3 de março de 2010

O Caixão Fantástico

Célere ia o caixão, e, nele inclusas,
Cinzas, caixas cranianas, cartilagens
Oriundas, como os sonhos dos selvagens,
Da aberratórias abstrações abstrusas!

Nesse caixão iam, talvez Musas,
Talvez meu Pai! Hoffmânnicas visagens
Enchiam meu encéfalo de imagens
As mais contraditórias e confusas!

A energia monística do Mundo,
À meia-noite, penetrava fundo
No meu fenomenal cérebro cheio...

Era tarde! Fazia muito frio.
Na rua apenas o caixão sombrio
Ia continuando o seu passeio!

Nenhum comentário:

Postar um comentário